O setor vidreiro esta preparado para Copa ? - 10/11/2009
No setor da construção sempre tivemos que enfrentar a falta de mão-de-obra, e ou mão-de-obra desqualificada, agora com o novo momento do setor impulsionado pela copa e olimpíadas, nos deparamos com um problema maior, o que vimos é que todos estão motivados pelas oportunidades e o que esse evento vai representar no crescimento da economia brasileira, entendo, no entanto, que para cumprirmos o prazo teremos que começar já em 2010 as construções necessárias, temos que parar de comemorar e começarmos a trabalhar.
Mais do que produtos e tecnologias, precisamos de preparação, capacitação e disponibilizar informação para toda a cadeia produtiva. Nesses últimos anos identificamos que o Brasil não tem apresentado tantos problemas de produtos e tecnologias. As fábricas do setor vidreiro, do alumínio e outros estão em franca produção, no setor do vidro os fornos inaugurados, reformados e ampliados já permitem um bom atendimento da demanda de nosso mercado, já no alumínio a abertura de extrusoras menores abre uma oportunidade de atendimento do crescimento do mercado, e em outros setores da construção estão no mesmo caminho, sendo assim, já resolvemos parte do problema, mas o que vamos fazer com a falta de mão-de-obra e a falta de informação por parte dos especificadores. Ainda temos essa disparidade, de um lado produtos e tecnologia de ponta e por outro lado falta informação e mão-de-obra.
Quando surge uma grande obra as construtoras juntam algumas empresas e profissionais de outro estado para atender as dificuldades de mão-de-obra local, pois bem, mas com a copa do mundo de 2014 as cidades-sedes no Brasil escolhidas pela FIFA foram São Paulo (São Paulo), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Belo Horizonte (Minas Gerais), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Curitiba (Paraná), Brasília (Distrito Federal), Cuiabá (Mato Grosso), Manaus (Amazonas), Fortaleza (Ceara), Salvador (Bahia), Recife (Pernambuco) e Natal (Rio Grande do Norte) as principais metrópoles, que também estão carentes de mão-de-obra, estamos com uma revolução construtiva, e com pouco tempo para capacitar o mercado, isso provavelmente causará atraso nas obras e as construtoras serão obrigadas a trazer mão-de-obra externa, dos países de cidades fronteira ao Brasil ou de países de tradição construtiva com China, Índia etc.. , e se isso acontecer o objetivo desta luta e por esta conquista do governo federal e de todos brasileiros não atenderá o real objetivo de nossas expectativas, a proposta não é apenas para entrarmos na listas dos países da copa, a magnitude desse evento é para nós, o desenvolvimento de nosso país, que não será mais o mesmo, entramos em uma nova história que mudará conceitos, mudará a nossa cultura, as oportunidades, e aumento do emprego; certamente o Brasil não será o mesmo após a copa.
Tecnicamente precisamos de envolvimento para reverter essa disparidade, criar alternativas para acelerar o conhecimento e a mão-de-obra e aproveitar ao máximo a oportunidade que esse Mega Evento proporcionará. Contamos com a participação de todos principalmente do fabricante, que tem um papel fundamental nesse projeto inovador direcionado a capacitação, informação e pesquisa, buscando uma aproximação com o mercado e as entidades associativas, e todos os veículos de comunicação para profissionalizarmos o setor do vidro, do alumínio e correlacionados, tornando-o mais competitivo para suportar as inovações de mercado e a globalização, suprindo diretamente a demanda de produtos e serviços do setor e das futuras construções.
MARCELO LEAL BARRETO
PAV- Programa de Apoio e Desenvolvimento do Setor Vidreiro