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Marilia Lins Pinto
  • Marilia Lins Pinto
  • Formação: Economia.
  • Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro.
  • Função Atual: Presidente da Anavidro.
  • Minicurriculo:
    Experiência 18 anos na área de vidraçaria, 15 anos atuando como " trader "de produtos siderúrgicos. Atuação no departamento comercial Consulado Brasileiro em Zurique.
  • Colunas sobre: Rio de Janeiro , Mao de obra, Vidro no mundo.
Os problemas de mão de obra 2 - 26/01/2010

Olá leitores e internautas, na última coluna prometi entrevistar vidraceiro de outros países e ou de outros estados alem do meu querido Rio de Janeiro, entretanto não foi necessário procurar vidraceiros dispostos a tal, eles vieram por conta própria ou seja boa sorte minha!

Com a divulgação da última matéria pelo www.guiadovidro.com.br recebi vários emails que falam por si próprios. E essa última coluna que escrevo no ano de 2009 e que provavelmente será lida por você vidraceiro somente em 2010, desejo a vocês um 2010, muito 10.

Segue a seqüência de emails de vidraceiros, que estão aqui publicados na integra.

12/11/2009
Bom dia.
Li sua entrevista no portal do vidro, e sinceramente concordo com tudo que você falou. Hoje realmente o maior problema em nossa empresa é a mão de obra.para amenizar esse problema nós contratamos e treinamos nossos colocadores,passamos a eles os segredos da profissão mas principalmente o atendimento ao nosso cliente,que é o bem mais importante da empresa.estou ancioso pelo témino de sua entrevista na próxima edição,e também desejo se possível de toda e qualquer contribuição para cada vez mais levar conhecimento para nossas palestras com os colocadores.

Att: Geovane Maffezzoli
Gerente Comercial
VIDRAÇARIA FELTZ

12/11/2009
Bom dia
Recebi um mail do guia do vidro e verifiquei sua preocupação. Eu e o meu sócio temos uma firma pequena aqui em Portugal, mas o meu colega é muito credenciado em colocação de qualquer tipo de vidro. Se precisar de algumas dicas nos podemos ajudar. Vou enviar nosso site para poder ver algumas das obras executadas por nós.
Esperamos a vir ter uma abordagem da vossa parte.

Cumprimentos
Leonor Sousa
tratamatic@gmail.com
Endereço: Rua Almirante reis, 45 - Torres Novas
Bairro: Portugal - Telefone: 249981374

13/11/2009
Boa Tarde Marília.

Eu li sua matéria no Guia do Vidro e fiquei bastante curioso com relação aos problemas enfrentados por parte das vidraçarias com relação à mão de obra.

Eu sou formado em técnico mecânico e tenho uma vidraçaria e uma serralheria de alumínio, com vidro já trabalho desde 1988 e serralheria estou no mercado desde 2004.

Durante estes anos tenho observado a grande dificuldade de mão de obra no mercado em nossa região (Vale do Paraíba) trabalhei em várias empresas do ramo e todas tinham o mesmo problema, pensando nisso montei uma empresa de prestação de serviços de instalação de vidros em geral e após um ano montei a empresa que tenho hoje, que comercializa e vende vidros em geral.

Durante estes anos que tenho a empresa eu mesmo treinei minha mão de obra, meus funcionários de instalação e comercial.

Este ano estou realizando um sonho antigo que é ministrar um curso de sobre o vidro temperado especificamente, ou seja, neste curso será ministrado a história do vidro, como foi descoberto inicio da produção matéria prima, tipos de vidro sua aplicação na construção civil e por aí vai, neste curso estarei ensinado como se deve medir um vão, seja ele modelado, especial ou reto, vãos fora de esquadro, como fazer um molde, como estudar um vão para receber os vidros, em fim passo a passo como deve ser o profissional neste ramo.

Estarei ensinando como projetar um vão, como determinar as folgas e contra ventos, tipo de ferragens espessura de vidro resistência dos vidros enfim pretendo capacitar pessoas para vender, projetar e instalar, como fiz em minha empresa, eu mesmo ensinei meus funcionários como medir, desenhar, vender e instalar.

Este curso terá o apoio de algumas empresas parceiras como Tecnoglass (fabricante de vidro temperado) Glasspeças (fabricante das ferragens), Forgatti (fornecedor de alumínio) e mandamos também uma proposta para Dorma.

Este curso terá a primeira turma nos dias 21 e 22 de novembro próximo aqui em São José dos Campos, com os empresários do ramo para apresentar o produto e a partir de Janeiro de 2010 termos uma turma por mês dividido da seguinte forma, uma focada em vendas e outra focada na instalação dos vidros.

Estou enviando este comentário para que eu possa contar com sua opinião e sugestão, pretendo em um futuro bem próximo falar também sobre vidro laminado e vidro laminado-temperado, pois tem tido muita procura por estes produtos no mercado.

O que percebo também é falta de interesse dos fabricantes em investir deste tipo de mão de obra, ainda bem que tenho bons parceiros que acreditam em nosso trabalho e estão nos dando um grande apoio.

Um grande abraço, e fico muito feliz pelo seu comentário com relação à mão de obra, pois é de pessoas como você que estamos precisando neste ramo de atividade.

Abraços

Cirilo Paes
Service Glass o especialista em vidros e esquadrias de alumínio.
Rua Margarida Francisca dos Santos, 195.
Jd. Satélite - São José dos Campos - SP - Brasil
Tel./Fax. (12) 3931-7900

16/11/2009
Sra. Marília

Estava vendo o seu depoimento no boletim - Guia do Vidro, e gostaria de dizer que essa situação se repete em todo o país.

Sou de Curitiba, Paraná, estou no ramo de vidros a + - 30 anos.

Trabalhei em 3 empresas antes de montar a minha há 22 anos. Tinha um sócio que cuidava da medição, do planejamento, das compras e da instalação.

Como sempre trabalhei com vendas, quase não me envolvia com os problemas de montagem.

Quando desfizemos a sociedade, e passei a administrar todos os passos, desde a venda, planejamento, e instalação, já sentia um sério problema com mão de obra.

Tinha 2 ou 3 empregados, e eventualmente recorria a alguns empreiteiros.

Na época de sufoco, normalmente final de ano, cheguei a pagar de 60 a 100 % a mais por peça, para poder entregar o serviço, sabendo que ainda assim não ficaria satisfeito com a qualidade.

Isso sempre me incomodou muito.

Já deixei de pegar serviços, pois sabia que não poderia entregar o serviço como gostaria.

Hoje, tenho uma clientela muito fiel, principalmente em função da qualidade dos serviços que faço questão de entregar, mas com 3 funcionários registrados, normalmente estou no sufoco e com serviços atrasados.

Saio atrás de empreiteiros, e é sempre o mesmo problema. Os bons e confiáveis estão sempre trabalhando. Os que se dispõem a pegar o serviço querem R$ 25,00 a peça, quando a média é de R$ 15,00 a R$ 18,00.

Quando não tenho outra saída, combino a empreitada. Aí começam outros problemas. O empreiteiro, como tem outras obras em andamento, mandam subempreiteiros para fazer. Muitas vezes são pessoas que não tem muita intimidade com esse tipo serviço, estão ganhando pouco (R$ 10,00 a R$ 12,00 por peça), e não tem nem ferramentas apropriadas.

Assim, não tem como entregar um bom serviço para o cliente. Já aconteceu de mandar meu funcionário para ajeitar, e fazer acabamentos para poder entregar a obra.

Isso quando o empreiteiro não te abandona, como já me aconteceu. Uma ocasião tinha umas 120 peças para colocar, acertei com um empreiteiro que conhecia há muitos anos.

Uma tarde, estive na obra, e ele veio com uma conversa que a filha ia ser operada, e precisava de dinheiro. Fizemos as contas, tinham umas 100 peças colocadas, adiantei todo dinheiro, pois achei que se não desse ele podia largar a obra. Uns 4 ou 5 dias depois, quando achei que a obra estava pronta, soube que o "cara" tinha saído logo depois que estive lá, e não voltou mais. Tentei falar com ele várias vezes, mas não consegui. Mandei um funcionário para lá. Os tubos de sustentação das janelas de correr, e basculantes e fixos em cima, tinham 1 parafuso de cada lado. Quando foram colocar as borrachas, o tubo saia do lugar. Tivemos que desmontar + - 70 % do que ele fez, alem de colocar trincos, transpasses, fechaduras e outros acabamentos.

Para 2010, programei 4 cursos, que terão 3 dias de aulas teóricas e práticas. Fiz uma parceria com uma temperadora, e com uma fabricante de ferragens, e em fevereiro faremos o primeiro curso, com a Escola Técnica do Vidraceiro, de São Paulo. Das 40 vagas, no mínimo 25 deverão ser preenchidas com gente nova no ramo. Com isso, alem de melhorar o que temos, vamos qualificar + 100 profissionais.

Acho que a única saída para nosso mercado é ter mão de obra qualificada e abundante. Chega de disputar gente desqualificada, e cobrando muito mais do que vale o serviço.

Espero ter colaborado com as suas pesquisas.

Att
João Bley Zornig Neto
(41) 3363 0311 / 9973 1612

16/11/2009
Boa tarde Sra. Marília,

Sou Eder de Oliveira de Contagem-MG, li e gostei de seus comentários (site guia do vidro) a respeito da dificuldade de formar profissionais no setor de vidraçarias. Não sou do setor, sou microempresário do ramo de colchões e me foi oferecida a aquisição de uma pequena vidraçaria em minha região. Estou na fase de pesquisas do setor e tenho notado a dificuldade em obter treinamento para trabalhar com vidro temperado. As empresas, pelo pouco que pesquisei, oferecem treinamento para aqueles profissionais que já são seus clientes (free-lances) ou para empregados de alguma vidraçaria, quando é realizado um curso específico para eles.

Incentivo-a a continuar sua investida nesse assunto, que vai beneficiar todo o setor. Pedi um tempo aos proprietários da vidraçaria que me foi oferecida, para pesquisar o mercado e o ramo de negócios. Agradeço se puder me oferecer sugestões que me ajudarão a diminuir os riscos dessa decisão. A senhora dispõe de outras pesquisas sobre esse ramo que poderia disponibilizar?

Aguardo seu próximo artigo, e desde já, muito obrigado por sua atenção.

Eder de Oliveira
(31) 3353-2657 (31) 9611-0032

Como vocês podem notar, "pipocou" comentários até de além mar.

Sem necessidade de outros comentários, só agradeço mais uma vez a Revista o Vidraceiro e agora também ao Guia do Vidro a chance de poder criar uma rede de relacionamentos mundo a fora de pequenas empresas do ramo do vidro que só querem poder tornar prazerosa a arte de trabalhar o vidro.

Marilia Lins Pinto
marilia@comvidro.com.br